O QUE É ESTE "RETIRO"?

arte: nicolas monastério (ex-retirante)

**********************************
Palhaço nosso que estás na terra
Santificado seja teu nariz encarnado
Venha a nós o vosso riso
Seja feita a tua vontade
Assim na rua como no palco
O riso nosso de cada dia nos dai hoje e sempre
Perdoai as nossas travessuras
Assim como nós perdoamos a falta de sorrisos
Não nos deixe cair em melancolia
E livrai-nos do mal humor
Amém
**********************************
COMEMORAÇÃO DE 10 ANOS DO PROJETO

PRÓXIMA EDIÇÃO?

MÓDULO 1

NOVEMBRO: de 20 a 23
em local paradisíaco, em PARATY (RJ)

Investimento:
R$720,00 (à vista) ou 3 X R$270,00.

DESCONTO PARA
GRUPOS PRÉ-FORMADOS (Módulo 1)!


**********************************

RETIRO DE PALHAÇO:
"Pra Quem Tem uma Imagem a Zerar!" (desde 2004)

****************

MANIFESTE SEU INTERESSE
email: teatrorocokoz@gmail.com

TEATRO DE ROCOKÓZ: 16 Anos de Estrada!!!
www.rocokoz15anos.blogspot.com

**********************************

NESTE BLOG:
- O link sobre "NOSSO ESPETÁCULO"
- Informações sobre "RETIRO DE PALHAÇO"
- Informações sobre "OFICINA DE PALHAÇO"
- Informações sobre "PALESTRA"
- Depoimentos de ex-retirantes
- Linkoteca de videos e textos sobre Humor

****************

O TEATRO DE ROCOKÓZ

Desde 1998, o Teatro de Rocokóz vem pesquisando uma pedagogia própria para o treinamento clownesco e desenvolvendo um repertório de espetáculos e intervenções itinerantes, das quais, entre outras iniciativas, resultaram a Risoterapia (1998-2006) e o Retiro de Palhaço, bem como o espetáculo "Um Show de Variedades Palhacísticas" (desde 2000) circula por todo o país apresentando a Família Biaggioli em sua carroça de saltimbancos.

****************

A "OFICINA" DE PALHAÇO

Diferentemente do formato realizado nos retiros, a "Oficina" acontece em sistema aberto (convencional) propiciando ao participante uma investigação introdutória do potencial de comicidade inerente em sua própria originalidade.
O objetivo é contribuir, com jogos de improvisação e dinâmicas de sensibilização, a descoberta da "lógica própria" de cada qual, sua visão de mundo, seu jeito pessoal (e intransferível) de se relacionar com as coisas da vida.
Assim sendo, se possível, buscar-se propiciar que ele até consiga sistematizar formas de se valer cenicamente disto, por meio do Nariz Vermelho, cuja função, nesta oportunidade, é a de ampliar estas descobertas, seja no nível individual, seja no grupal.
A ferramenta principal é a exposição criativa por meio do jogo do Palhaço, onde a disponibilidade, a verdade, a espontaneidade, a positividade acima de tudo tornam-se fundamentais para a busca do Palhaço-Único de cada um.
Público-alvo: profissionais e estudantes de artes cênicas em geral, bem como o público em geral (a partir de 16 anos).
Coordenação: Ciléia e Carlos Biaggioli
Realização: Teatro de Rocokóz - São Paulo/SP

****************

O "RETIRO" DE PALHAÇO

Destinada a pessoas de todas as áreas profissionais (inclusive palhaços e atores), com idade a partir de 16 anos, que queiram experimentar, por meio do Nariz Vermelho, um maior estreitamento com sua potencialidade de gerar momentos agradáveis, risíveis e de relação mais franca com seu entorno, esta oficina intensiva, com dinâmicas referentes à técnica clownesca, é realizada em dois módulos:
Módulo 1 - constituído de dinâmicas voltadas à descoberta da comicidade inerente na própria originalidade de cada participante; e
Módulo 2 - Exclusivo para quem já passou pelo primeiro, com vistas a um aprofundamento maior no material já levantado.

Hospedados em um belíssimo sítio em meio à Mata Atlântica, a proposta é que os retirantes "mergulhem" no universo do Palhaço, vivenciando-o na maior parte do tempo possível, em um ambiente de intensa convivência, voltada a propiciar descobertas nas relações que vão surgindo no decorrer das dinâmicas, às quais assomam-se o estudo de uma apostila e uma alimentação especialmente pensada para gerar um "estado de espírito" distinto do da vida cotidiana.

EDIÇÕES JÁ REALIZADAS FORA DE SÃO PAULO/SP

2 em Juazeiro do Norte (CE)
1 em Fortaleza (CE)
1 em Manaus (CE), em parceria com o projeto "Morro do Riso", conveniado com o MinC Ministério da Cultura

****************

COMO CHEGAR AO RETIRO?

Como chegar no Sítio?
Geralmente é criado um sistema de caronas, mas, caso você precise vir sozinho(a), anote aí, é super-simples:

De carro...
Um "retão" só: 23 de Maio, Rubem Berta, W. Luis, Interlagos, Teotônio Vilela até o fim, chegou ao centrinho de Parelheiros. Atento(a) às placas MARSILAC, continue reto, mantendo à esquerda na bifurcação adiante. Vc subirá algumas curvas. Quando chegar lá em cima, do seu lado esquerdo aparecerá um vale muito bonito... Fique atento(a)! Haverá um ponto de ônibus à sua direita, azul. VOCÊ CHEGOU! Rua Bragas, 250 (primeiro portão à direita).

De condução...
METRO-CPTM - O objetivo está na linha da CPTM que segue pela Marginal até o Terminal Grajaú, onde vc pega um ônibus até o Terminal Varginha, de onde sai o ônibus Marsilac, que o deixa no "ponto azul" da Rua Braga. A Linha Amarela do Metrô faz conexão com ela na Estação Pinheiros.
ÔNIBUS - Tanto no Terminal Bandeira como no Terminal Jabaquara, embarque no TERMINAL VARGINHA e, chegando lá, pegue o ônibus MARSILAC. Desça no já citado "ponto azul", na esquina com a Rua Bragas, 250.

*********************************************

PALESTRA INTERATIVA SOBRE HUMOR


NOSSA PALESTRA INTERATIVA
"Ser Ridículo ou não Ser? Eis a Questão"
Uma abordagem da Alegria como Expressão da Originalidade de Cada Um de Nós

Duração
60 minutos

Público-alvo
- Meio corporativo
- Instituições de apoio à saúde
- Ambientes de convalescença e isolamento
- Universidades e Escolas
- Iniciativas focadas em "humanização"

Coordenação
Carlos e Ciléia Biaggioli

Nosso objetivo
Evidenciar a potência inerente à Alegria, como "antídoto" para pensamentos, atitudes, ideias, comportamentos e rotinas cristalizadas, não-construtivas

O Conteúdo
A partir da trajetória do grupo Teatro de Rocokóz e seus fundadores, pincela-se a função histórica do riso como transmutador de conceitos e rotinas que já não encontram eco na contemporaneidade.
Neste sentido, a questão principal abordada é a importância de o cidadão resgatar o contato com sua própria originalidade, até como ferramenta para melhor compreender o contexto de tempo-espaço em que se encontra inserido.
Transformar de dentro para fora, valendo-se, para isso, do exercício do seu bom-humor, do seu olhar aguçado na comicidade da vida cotidiana, com o intuito de questioná-la para revolvê-la, revigorá-la, torná-la sempre nova de novo!
Para tanto, esta palestra divide-se essencialmente em três etapas:
1) Um panorama da função social do riso, do humor e da alegria através da história da humanidade;
2) Uma intervenção-surpresa de uma dupla de cômicos (palhaços) gerando HUMOR através da relação bilateral, viva entre a dupla e os participantes do encontro; e
3) Fórum - espaço aberto para troca de ideias, impressões e comentários - debate.

**********************************************
PARA NOS LEVAR À SUA CIDADE

EM SUA CIDADE

EM SUA CIDADE
Envie-nos um email com sua proposta e alinharemos nossas expectativas!

SIGA-NOS OS BONS!!!!

DOUTOR EM PALHAÇADA

REPORTAGEM
fonte: http://www.terra.com.br/istoegente/134/reportagem/marcelo_bere.htm

MARCELO BERÉ
Doutor em palhaçada

Conhecido como o palhaço Gorgônio do grupo brasiliense Udi Grudi,
o artista defenderá tese de doutorado sobre a antropologia do palhaço,
baseado em seus 20 anos de circo

O que é que o palhaço tem: “Quero provar que o que ri no ser humano é divino, porque eu acredito que Deus ri”, diz Marcelo, ao lado de Luciano Porto, Luciano Astikos e Márcio Vieira.

Quando um pequeno paciente do hospital Sarah Kubitschek, com sérios problemas neurológicos, tentou segurar a ema de madeira manipulada pelo palhaço Rapadura, que já ia embora, Luciano Porto chorou. Chorou copiosamente ao lado da mãe do menino, que nunca tinha visto seu filho se interessar por nada. Foi em 1993. Luciano, 39 anos, casado e pai de dois filhos, não sabe o nome do menino ou da mãe, mas nunca se esqueceu da cena. “Foi a coisa mais emocionante que vivi”, diz ele. Luciano Astikos, 40 anos, o palhaço Xaxará, também guarda na memória o rosto de 12 ex-meninos de rua que se tornaram artistas por sua causa.
Ele coordenou um projeto para ensinar a arte circense às crianças de rua. Dos 120 meninos, 12 se apresentaram na Eco 92, no Rio de Janeiro. “Eles estão por aí, em circos e teatros espalhados pelo País”, conta. E Marcelo Beré, 41 anos, o palhaço Gorgônio, exibe na estante a medalha Mérito Educacional 94, concedida pelo Governo do Distrito Federal por ter introduzido técnicas de circo aos alunos da rede pública. “Ensinei malabarismo com meditação. O resultado foi incrível”, revela.
Mas afinal, o que é que o palhaço tem? A pergunta também está na cabeça de Marcelo Beré, que por conta da dúvida resolveu defender uma tese de doutorado: a antropologia do palhaço. Mestrado sobre palhaçada ele já fez em Londres. Agora quer discutir o assunto na Universidade de Nova York. “No momento estou estudando os palhaços de Shakespeare”, conta Marcelo, casado e pai de dois filhos. Mas o grosso da tese está baseado na experiência de 20 anos do grupo brasiliense Circo Teatro Udi Grudi ao qual pertencem.
Grupo que influenciou toda uma geração de Brasília. Não há um só jovem à beira da segunda década de vida, da periferia ou não, que não se lembre deles. Pudera. O Udi Grudi começou fazendo graça em festas de aniversário, nas quadras, nas escolas e nos hospitais. Em 1986, conseguiu adquirir a tão sonhada lona. “Saímos fazendo e pesquisando as origens do circo. Descobrimos que no início do século, no Brasil, o espetáculo tinha duas partes: na primeira, tradicional, e na segunda, uma representação dramática”, explica Marcelo.
Foi assim que eles começaram a fazer o circo-teatro, hoje conhecido como o novo circo. “Somos dos primeiros grupos e um dos mais antigos dessa nova tendência”, explicam. Eles cantam, dançam, fazem mímica, palhaçadas e contam histórias. Já contaram muitas, colecionaram prêmios, mas a última montagem mudou a vida desses palhaços candangos. A criação coletiva O Cano, que inclui a participação do palhaço Mació, Márcio Vieira, 42 anos, um especialista em criar instrumentos de sucatas, os jogou literalmente no mundo.
A convite de um produtor, se apresentaram em 2000 no festival de Edimburgo, Inglaterra, e ganharam o prêmio Angel. Resultado: milhares de convites. Passaram oito meses na Europa, rodaram 80 mil quilômetros e se apresentaram em seis países. Em dezembro, fizeram uma apresentação na festa de fim de ano no Palácio da Alvorada, com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso. Agora estão novamente de malas prontas. Vão para a Espanha e em agosto para a China. Nessa maratona, Marcelo coleciona mais argumentos para a sua tese. “Quero provar que o que ri no ser humano é divino, porque eu acredito que Deus ri”.