O QUE É ESTE "RETIRO"?

arte: nicolas monastério (ex-retirante)

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Palhaço nosso que estás na terra
Santificado seja teu nariz encarnado
Venha a nós o vosso riso
Seja feita a tua vontade
Assim na rua como no palco
O riso nosso de cada dia nos dai hoje e sempre
Perdoai as nossas travessuras
Assim como nós perdoamos a falta de sorrisos
Não nos deixe cair em melancolia
E livrai-nos do mal humor
Amém
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COMEMORAÇÃO DE 10 ANOS DO PROJETO

PRÓXIMA EDIÇÃO?

MÓDULO 1

NOVEMBRO: de 20 a 23
em local paradisíaco, em PARATY (RJ)

Investimento:
R$720,00 (à vista) ou 3 X R$270,00.

DESCONTO PARA
GRUPOS PRÉ-FORMADOS (Módulo 1)!


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RETIRO DE PALHAÇO:
"Pra Quem Tem uma Imagem a Zerar!" (desde 2004)

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MANIFESTE SEU INTERESSE
email: teatrorocokoz@gmail.com

TEATRO DE ROCOKÓZ: 16 Anos de Estrada!!!
www.rocokoz15anos.blogspot.com

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NESTE BLOG:
- O link sobre "NOSSO ESPETÁCULO"
- Informações sobre "RETIRO DE PALHAÇO"
- Informações sobre "OFICINA DE PALHAÇO"
- Informações sobre "PALESTRA"
- Depoimentos de ex-retirantes
- Linkoteca de videos e textos sobre Humor

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O TEATRO DE ROCOKÓZ

Desde 1998, o Teatro de Rocokóz vem pesquisando uma pedagogia própria para o treinamento clownesco e desenvolvendo um repertório de espetáculos e intervenções itinerantes, das quais, entre outras iniciativas, resultaram a Risoterapia (1998-2006) e o Retiro de Palhaço, bem como o espetáculo "Um Show de Variedades Palhacísticas" (desde 2000) circula por todo o país apresentando a Família Biaggioli em sua carroça de saltimbancos.

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A "OFICINA" DE PALHAÇO

Diferentemente do formato realizado nos retiros, a "Oficina" acontece em sistema aberto (convencional) propiciando ao participante uma investigação introdutória do potencial de comicidade inerente em sua própria originalidade.
O objetivo é contribuir, com jogos de improvisação e dinâmicas de sensibilização, a descoberta da "lógica própria" de cada qual, sua visão de mundo, seu jeito pessoal (e intransferível) de se relacionar com as coisas da vida.
Assim sendo, se possível, buscar-se propiciar que ele até consiga sistematizar formas de se valer cenicamente disto, por meio do Nariz Vermelho, cuja função, nesta oportunidade, é a de ampliar estas descobertas, seja no nível individual, seja no grupal.
A ferramenta principal é a exposição criativa por meio do jogo do Palhaço, onde a disponibilidade, a verdade, a espontaneidade, a positividade acima de tudo tornam-se fundamentais para a busca do Palhaço-Único de cada um.
Público-alvo: profissionais e estudantes de artes cênicas em geral, bem como o público em geral (a partir de 16 anos).
Coordenação: Ciléia e Carlos Biaggioli
Realização: Teatro de Rocokóz - São Paulo/SP

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O "RETIRO" DE PALHAÇO

Destinada a pessoas de todas as áreas profissionais (inclusive palhaços e atores), com idade a partir de 16 anos, que queiram experimentar, por meio do Nariz Vermelho, um maior estreitamento com sua potencialidade de gerar momentos agradáveis, risíveis e de relação mais franca com seu entorno, esta oficina intensiva, com dinâmicas referentes à técnica clownesca, é realizada em dois módulos:
Módulo 1 - constituído de dinâmicas voltadas à descoberta da comicidade inerente na própria originalidade de cada participante; e
Módulo 2 - Exclusivo para quem já passou pelo primeiro, com vistas a um aprofundamento maior no material já levantado.

Hospedados em um belíssimo sítio em meio à Mata Atlântica, a proposta é que os retirantes "mergulhem" no universo do Palhaço, vivenciando-o na maior parte do tempo possível, em um ambiente de intensa convivência, voltada a propiciar descobertas nas relações que vão surgindo no decorrer das dinâmicas, às quais assomam-se o estudo de uma apostila e uma alimentação especialmente pensada para gerar um "estado de espírito" distinto do da vida cotidiana.

EDIÇÕES JÁ REALIZADAS FORA DE SÃO PAULO/SP

2 em Juazeiro do Norte (CE)
1 em Fortaleza (CE)
1 em Manaus (CE), em parceria com o projeto "Morro do Riso", conveniado com o MinC Ministério da Cultura

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COMO CHEGAR AO RETIRO?

Como chegar no Sítio?
Geralmente é criado um sistema de caronas, mas, caso você precise vir sozinho(a), anote aí, é super-simples:

De carro...
Um "retão" só: 23 de Maio, Rubem Berta, W. Luis, Interlagos, Teotônio Vilela até o fim, chegou ao centrinho de Parelheiros. Atento(a) às placas MARSILAC, continue reto, mantendo à esquerda na bifurcação adiante. Vc subirá algumas curvas. Quando chegar lá em cima, do seu lado esquerdo aparecerá um vale muito bonito... Fique atento(a)! Haverá um ponto de ônibus à sua direita, azul. VOCÊ CHEGOU! Rua Bragas, 250 (primeiro portão à direita).

De condução...
METRO-CPTM - O objetivo está na linha da CPTM que segue pela Marginal até o Terminal Grajaú, onde vc pega um ônibus até o Terminal Varginha, de onde sai o ônibus Marsilac, que o deixa no "ponto azul" da Rua Braga. A Linha Amarela do Metrô faz conexão com ela na Estação Pinheiros.
ÔNIBUS - Tanto no Terminal Bandeira como no Terminal Jabaquara, embarque no TERMINAL VARGINHA e, chegando lá, pegue o ônibus MARSILAC. Desça no já citado "ponto azul", na esquina com a Rua Bragas, 250.

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PALESTRA INTERATIVA SOBRE HUMOR


NOSSA PALESTRA INTERATIVA
"Ser Ridículo ou não Ser? Eis a Questão"
Uma abordagem da Alegria como Expressão da Originalidade de Cada Um de Nós

Duração
60 minutos

Público-alvo
- Meio corporativo
- Instituições de apoio à saúde
- Ambientes de convalescença e isolamento
- Universidades e Escolas
- Iniciativas focadas em "humanização"

Coordenação
Carlos e Ciléia Biaggioli

Nosso objetivo
Evidenciar a potência inerente à Alegria, como "antídoto" para pensamentos, atitudes, ideias, comportamentos e rotinas cristalizadas, não-construtivas

O Conteúdo
A partir da trajetória do grupo Teatro de Rocokóz e seus fundadores, pincela-se a função histórica do riso como transmutador de conceitos e rotinas que já não encontram eco na contemporaneidade.
Neste sentido, a questão principal abordada é a importância de o cidadão resgatar o contato com sua própria originalidade, até como ferramenta para melhor compreender o contexto de tempo-espaço em que se encontra inserido.
Transformar de dentro para fora, valendo-se, para isso, do exercício do seu bom-humor, do seu olhar aguçado na comicidade da vida cotidiana, com o intuito de questioná-la para revolvê-la, revigorá-la, torná-la sempre nova de novo!
Para tanto, esta palestra divide-se essencialmente em três etapas:
1) Um panorama da função social do riso, do humor e da alegria através da história da humanidade;
2) Uma intervenção-surpresa de uma dupla de cômicos (palhaços) gerando HUMOR através da relação bilateral, viva entre a dupla e os participantes do encontro; e
3) Fórum - espaço aberto para troca de ideias, impressões e comentários - debate.

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PARA NOS LEVAR À SUA CIDADE

EM SUA CIDADE

EM SUA CIDADE
Envie-nos um email com sua proposta e alinharemos nossas expectativas!

SIGA-NOS OS BONS!!!!

O QUE É "PIADA"?

Uma piada ou anedota é uma breve história, de final engraçado e às vezes surpreendente, cujo objetivo é provocar risos ou gargalhadas em quem a ouve ou lê. É um recurso humorístico utilizado na comédia e também na vida cotidiana.

Estudos
As piadas já foram alvo de estudos acadêmicos sérios. Um bom exemplo é "O chiste e sua relação com o inconsciente", estudo produzido por
Sigmund Freud[1]. O "pai da psicanálise" dividiu as piadas em duas categorias básicas: As "ingênuas" — que utilizam jogos de palavras — e os "chistes tendenciosos" — que possuem um lado erótico e (ou) preconceituoso. Enquanto na primeira o humor não estaria no conteúdo, mas na surpresa do trocadilho, na segunda o riso seria provocado pela "aversão às diferenças ou pela zombaria de estereótipos".
Outro cientista,
Marvin Minsky, também sugere que rir tem uma função específica no cérebro humano. Em sua opinião, piadas e risos são mecanismos para o cérebro aprender o nonsense ("sem sentido", em inglês), expressão inglesa que denota algo disparatado, sem nexo. A expressão é utilizada para denotar um estilo característico de humor perturbado e sem sentido. Nas artes literárias, o nonsense encontra como principais autores Lewis Carroll e Edward Lear, ambos ingleses. Carroll é famoso não apenas pelos livros nonsense (Alice no País das Maravilhas e Alice através do Espelho) mas também pelos seus desafios matemáticos que desafiam a lógica. É importante ressaltar suas poesias de caráter surreal tal qual O Tagarelão. Já Lear publicou três livros de poemas: Nonsense Songs, Stories, Botany and Alphabets, More Nonsense Pictures, Rhymes, Botany etc e Laughable Lyrics.
Seria essa a razão, segundo o pesquisador, para que as piadas normalmente não sejam tão engraçadas quando contadas repetidas vezes.
Além disso, o
riso (em tese, o principal objetivo da piada) é considerado como algo saudável, pois libera endorfina (hormônio produzido no cérebro que produz sensação de bem-estar e alivia a dor), além de diminuir a pressão arterial e aliviar a tensão.
A maior parte das piadas contêm dois componentes: uma introdução genérica (por exemplo, "Um homem entra num bar…") e um final surpreendente, que entra em choque com o desenvolvimento. O nível de supresa do final se modifica de acordo com o quanto de
ironia se pretende alcançar.

No passado
No
século XII, São Tomás de Aquino já escrevia que "brincar é necessário para levar uma vida humana", defendendo que as piadas seriam importantes para repor das "forças do espírito". ([2])Contudo, nem todos os religiosos concordavam com os benefícios das piadas e do humor. No romance O Nome da Rosa, por exemplo, o autor Umberto Eco centra a trama em livros que haviam sido proibidos pelo Vaticano exatamente por conterem um estudo de Aristóteles sobre o riso.

Influência cultural
O senso de
humor varia em cada cultura. O que é engraçado para um povo pode não ser para outro. Um estudo da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, versou sobre o assunto em 2004, objetivando colher opiniões através da internet para se descobrir qual seria "a melhor piada do mundo".[3]
Através do resultado dessa pesquisa, observou-se o quanto a cultura local influencia no "senso de humor" de cada povo. Os britânicos demonstraram gostar mais de trocadilhos, enquanto franceses e alemães costumavam optar por piadas que tendiam ao nonsense. Já os estado-unidenses preferiam piadas sobre assuntos locais.
Contudo, algumas características foram independentes do país. Homens, de uma maneira geral, demonstraram gostar de piadas que envolvessem sexo e preconceito, enquanto as mulheres não gostavam desse tipo de conteúdo. Como a pesquisa só possui até o momento dados de
Estados Unidos, Canadá e Europa, não há análise sobre as preferências dos ibero-americanos.

Piadas "premiadas" pela pesquisa
As duas piadas consideradas por esse estudo como "as melhores do mundo" são as seguintes (
[3]):

1º lugar - Caçador abatido
Dois caçadores caminham na floresta quando um deles, subitamente, cai no chão com os olhos revirados. Não parece estar respirando.
O outro caçador pega o celular, liga para o serviço de emergência e diz: "Meu amigo morreu! O que eu faço?". :Com voz pausada, o atendente explica: "Mantenha a calma. A primeira coisa a fazer é ter certeza de que ele está morto".
Vem um silêncio. Logo depois, se ouve um tiro.
A voz do caçador volta à linha. Ele diz: "OK. E agora?".

2º lugar - A dedução de Watson
Sherlock Holmes e o doutor Watson vão acampar. Após um bom jantar e uma garrafa de vinho, entram nos sacos de dormir e caem no sono.
Algumas horas depois, Holmes acorda e sacode o amigo.
_"Watson, olhe para o céu estrelado. O que você deduz disso?".
Depois de ponderar um pouco, Watson diz:
"Bem,
astronomicamente, estimo que existam milhões de galáxias e potencialmente bilhões de planetas. Astrologicamente, posso dizer que Saturno está em Câncer. Também dá para supor, pela posição das estrelas, que são cerca de 3h15 da madrugada… O que você me diz, Holmes?".
Sherlock responde: "Elementar, Watson, seu idiota! Alguém roubou nossa barraca!"

Publicidade
A popularidade das piadas fez com que elas se tornassem uma importante ferramenta da
publicidade[4]. Muitos produtos são vendidos utilizando-se piadas. Um curioso exemplo surgiu em 2001, no Brasil, quando uma seguradora chamada Sinaf espalhou outdoors no Rio de Janeiro e em São Paulo com piadas sobre a morte. Apesar de algumas pessoas considerarem de mau-gosto, a campanha obteve resultados positivos.[5]
No Canadá, a ONG Éduc’alcool utiliza piadas que ridicularizam bêbados para desenvolver uma campanha contra o uso excessivo do álcool. Foi considerado que campanhas com piadas atingiam melhor os objetivos do que campanhas "moralistas".[6]

Categorização das piadas
Não existe uma classificação formal para os diferentes "tipos" de piadas. Além disso, há diferenças culturais entre países e regiões que fazem com que algo que pode ser considerado engraçado num lugar não o seja em outro.
As diferenças estabelecem-se também ao longo do tempo, formando verdadeiros
ciclos literários que têm sido estudados e catalogados por folcloristas[7]. Estes modelos constituem os anedotários típicos de cada cultura num dado espaço e tempo.

PIADAS TEMÁTICAS

Profissões
É uma das que mais caracterizan as diferenças regionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, são muito populares piadas sobre advogados[8]. Já na Itália, é usual contarem piadas sobre a polícia local (Carabinieri)[9].
Piadas políticas
As piadas que versam sobre política podem satirizar fatos políticos da atualidade ou em relação a clichês relativos ao assunto. Na Idade Média, os bobos-da-corte costumavam entreter os reis fazendo piadas políticas em relação à Corte. As charges de jornais também costumam trazer piadas políticas, quando há alguma espécie de diálogo ou texto em conjunto com o desenho.

Piadas étnicas e sobre minorias
As minorias também são alvo preferencial de piadas. No
Brasil são muito comuns as "piadas de bicha".
Em Portugal se associa muito a prostituição às emigrantes brasileiras, fazendo-se diversas piadas. As imigrantes do Leste da Europa também costumam ser alvo deste esteriótipo.
Da mesma forma, piadas étnicas utilizam
estereótipos sobre algum grupo étnico, cultura específicos, fazendo referência a algum outro povo. Geralmente, todas as piadas étnicas costumam ser consideradas "politicamente incorretas". Por vezes, o alvo não é de outra etnia, mas de uma região geográfica distinta, como acontece com as anedotas de alentejanos, em Portugal.
A intolerância às piadas racistas varia de acordo com cada localidade. Na
Argentina, por exemplo, piadas sobre negros são menos reprovadas pela sociedade do que no Brasil, onde podem ser consideradas como crime, dependendo do contexto. Geralmente, as piadas racistas possuem um conteúdo que visa a demonstrar a "inferioridade" de alguma raça em relação a outra, seja sobre negros, índios, brancos ou orientais.
No caso das piadas étnicas que envolvem outros povos, mudam bastante os protagonistas de acordo com o país. No Brasil, por exemplo, são muito comuns as piadas sobre portugueses, americanos, turcos e argentinos, além disso de piadas sobre moradores de outros estados ou cidades (por exemplo, piadas de cariocas sobre paulistas e vice-versa). Em Portugal, contam-se piadas principalmente sobre alentejanos, os povos da África lusófona, franceses, ingleses e espanhóis.
Outros países possuem diferentes "vítimas" das piadas. Na
Finlândia, contam-se piadas sobre russos e ciganos. Nos Estados Unidos, sobre polacos, canadenses e mexicanos. No Canadá, sobre os moradores de Terra Nova e Labrador e americanos. Os britânicos contam piadas sobre irlandeses, enquanto que na Índia, opta-se pelos seguidores do sikhismo. Os franceses gostam de piadas sobre belgas.
Curiosamente, apesar de cada país utilizar diferentes "personagens" para as piadas, elas costumam ter um conteúdo muito parecido, mudando apenas os "protagonistas". Geralmente, a principal parte da piada diz respeito a erros cometidos pelos habitantes desses países, passando uma imagem de "burros" ou "inaptos".
Também costuma haver piadas que trazem mais de uma nacionalidade, geralmente fazendo-se comparações entre os estereótipos de cada uma, mas normalmente trazendo a conclusão com o "alvo preferido" de quem conta.
Um caso à parte é o das piadas sobre
judeus, que possuem um humor bastante específico, sendo que na própria comunidade judaica são contadas piadas sobre judeus. Geralmente, fazem-se piadas sobre o estereótipo da "mãe judia" ou de outras características consideradas marcantes (mesmo que não correspondam necessariamente a todos da comunidade, como a avareza).

Piadas de Bêbados
São piadas que fala sobre
alcoólatras. Geralmente as piadas acontecem em bares e na rua. Algumas delas, o homem alcoolátra chega em casa de madrugada, e recebido á xingamentos pela esposa. É comum nessas piadas falarem sobre traição.

Piadas sexistas
Uma piada sexista é a que satiriza as características de um
gênero ou sexo, considerando-o "inferior" ao outro. Pode ser desenvolvida como uma piada tradicional, como piada suja ou até como uma piada do tipo de pergunta e resposta.

Piadas de louras
Uma espécie de "subgênero" das piadas sexistas são as "piadas de louras". Comuns em diversos países, essas piadas satirizam mulheres que possuem cabelos louros, sendo consideradas como "burras". Apesar de também serem, de certa forma, piadas racistas, costumam ser consideradas principalmente como sexistas.
ESTILOS

Perguntas e respostas
São piadas que utilizam o "final surpreendente" como resposta para alguma pergunta feita por quem conta a piada. Normalmente se utilizam perguntas curtas que podem ter duas respostas (a que o interlocutor imagina ser a resposta verdadeira e a que o piadista complementa como "final surpreendente"). Muitas vezes a resposta tende ao
nonsense, dando origem ao que é frequente designar-se em Portugal como "anedotas secas"[10].
Nos
Estados Unidos, a piada de pergunta e resposta mais popular é a "Por que a galinha atravessa a rua?". No Brasil, são muito populares as "piadas dos pontinhos"[11] e as "piadas de elefantes"[12].

Piadas Secas
Muitas destas piadas são qualificadas de secas (embora nem todas sejam pergunta-resposta), ao fazerem uso do anticlímax. A piada funciona por, paradoxalmente, não ter piada. O nonsense ou a falta de lógica da mesma acaba por fazer levar ao riso, devido à simples desilusão, após um momento de expectativa.
É costume, quando alguém diz um dito supostamente engraçado a propósito de uma situação qualquer, que o interlocutor responda: "Essa foi mesmo seca." ("essa" subentende-se: a piada, o dito).

Piadas sujas ou picantes
Uma piada suja (em Portugal usa-se mais o epíteto "picante") geralmente satiriza
tabus sexuais, portanto também costuma variar de acordo com o país. Geralmente falam-se obscenidades ou palavrões, ainda que por vezes estes possam apenas estar subentendidos.

Piadas de humor negro
Essas são as piadas que satirizam fatos mórbidos. Um exemplo seriam as piadas referentes à morte de alguém ou sobre alguma situação trágica (um
terremoto que tenha devastado um país ou uma comunidade que passe fome, por exemplo). No Brasil ficaram famosas as piadas sobre os trágicos acidentes que culminaram com a morte de Ayrton Senna e com a do grupo Mamonas Assassinas, interpretadas como uma espécie de catarse da comoção nacional sentida em ambas as ocasiões. Em Portugal, por exemplo, um acontecimento como a Tragédia de Entre-os-Rios também motivou anedotas que começaram a circular logo nos dias subsequentes ao acontecimento. Por vezes, este género está associado com as piadas racistas (com a morte de Samora Machel, houve uma corrente de anedotas mórbidas de cariz racista, em Portugal).

Trocadilhos
Os trocadilhos, ou jogos de palavras, são possivelmente as piadas que geram a maior dificuldade para tradução, já que só fazem sentido para uma dada língua ou sistema lexical. Em muitos casos, é simplesmente impossível traduzir um trocadilho, pois ele trabalha especificamente com palavras que podem ter significados completamente diferentes em outra língua ou, até mesmo, entre duas regiões que falam a mesma língua mas possuem
gírias diferentes.
Um trocadilho pode ser infame (quando o "duplo sentido" é forçado), ingênuo (quando é uma simples brincadeira de palavras) ou malicioso (utilizando-se de preconceitos). No
Brasil, é muito comum trocadilhos com animais, especialmente jumentos, galinhas, vacas e piranhas, dado o "duplo sentido" que a alusão a esses animais gera automaticamente.

Outros tipos de piadas
Não é possível categorizar todos os tipos existentes de piadas, já que, muitas vezes, uma piada pode se encaixar em mais de uma das categorias citadas anteriormente (ou até em nenhuma delas). Alguns outros tipo de piadas menos comuns são piadas sobre animais (sendo que o mais utilizado no
Brasil é o "papagaio boca-suja", mas também há piadas com animais antropomórficos), bêbados, fanhos[13], loiras[14],religiosos, sogras, loucos e etc.[15]
Um tipo de piada raramente utilizado no Brasil ou em Portugal mas que merece citação pela gigantesca popularidade nos Estados Unidos é o "Sua mãe é tão...". Essas piadas resumem-se a falar "Yo mama’s so..." ("Sua mãe é tão...") seguido de uma ofensa (geralmente a ofensa principal é a obesidade, como por exemplo: "a sua mãe é tão gorda que...").[16]
Esse tipo de piada é extremamente popular em shows de humoristas afro-americanos e pode ser conferido em dezenas de filmes que fazem referência a essas apresentações.[17]

PERSONAGENS TÍPICAS

Joãozinho
Joãozinho é um nome genérico que se utiliza em piadas que envolvem um garotinho que faz perguntas ou comentários que provocam espanto em adultos. Esse é o nome utilizado no
Brasil e em Portugal (em Portugal sendo popular o termo Menino Joãozinho), mas esse contexto de piada também é utilizado em outros países. Variações incluem Juquinho, Toninho e Zezinho.
Os nomes mais populares são: Little Johnny (
Estados Unidos), Jaimito[18] (Espanha), Pepito (México), Vovochka (Rússia), Pepíček (República Tcheca), Pierino (Itália) e Toto (França).

Seu Lunga
Seu Lunga é um personagem folclórico do nordeste do Brasil, famoso pela sua rispidez quando fazem perguntas estúpidas. As piadas neste estilo são conhecidas como "pergunta idiota, resposta cretina", ou "tolerância zero".[19]
A personagem SEU LUNGA foi caracterizado por outra personagem, Seu Saraiva, integrante do programa de quadros de humor da rede brasileira de televisão Globo, Zorra Total.

Frases e expressões populares originadas de piadas
Muitas vezes algumas piadas tradicionais acabam gerando termos ou frases que se tornam populares, deixando de ser necessário o contexto da piada para que ela exista. Alguns exemplos estão relacionados abaixo.

Amigo-da-onça
A expressão "amigo-da-onça" é utilizada para referir-se a um amigo falso, hipócrita, também chamado popularmente de "amigo-urso"
[20] em referência a uma fábula de Esopo[21]. A expressão tornou-se bastante popular no Brasil a partir dos anos 40, quando o cartunista Péricles criou o personagem Amigo da Onça[22] a partir de uma piada que ouvira, na qual um caçador famoso era questionado por um ouvinte inconveniente sobre como faria para matar uma onça diante de situações progressivamente mais desesperadoras (a arma falha, as balas acabam, a faca fora perdida, etc.) até finalmente desabafar: “Afinal, você é meu amigo ou é amigo da onça?”

"Nós quem, cara-pálida?"
A frase "Nós quem, cara-pálida?" costuma ser usada, de forma irônica, sempre que alguém quer indicar que não será envolvido no problema que o interlocutor está apresentando. Por exemplo, um amigo diz ao outro que eles têm um determinado problema, ao que o amigo responde com essa frase para indicar que ele deve resolver sozinho, pois não terá sua ajuda.
[23] A piada em questão envolve o Cavaleiro Solitário e seu amigo índio, o Tonto, que se vêem cercados de peles-vermelhas, de forma aparentemente desesperadora. Tonto reage à frase “Parece que desta vez estamos perdidos, amigo” com o comentário “Nós quem, cara-pálida?”

Subir no telhado
A expressão "subir no telhado" é bastante utilizada para referir-se (de forma irônica) a alguém que faleceu ou que deve falecer em breve ("Fulano subiu no telhado"). Também é utilizada, em menor escala, para falar sobre alguma outra coisa que provavelmente será destruída ou deixará de existir.
[24] Baseia-se na piada de um caseiro simplório que informa ao patrão em viagem que o gato de estimação da família morreu. Após censurar o empregado por sua falta de sensibilidade, o patrão lhe diz que notícias trágicas devem ser dadas de forma gradual, exemplificando no caso do gato dizendo que o caseiro deveria ter começado por dizer que o gato subira no telhado. Ao terminar a lição de moral o patrão recebe de seu caseiro a notícia de que sua mãe acabara de subir no telhado.
Referências
http://www.nosubject.com/Jokes_and_Their_Relation_to_the_Unconscious
fonte: Época
3,0 3,1 LaughLab - acesso a 23 de Fevereiro de 2008
CASTRO, Maria Lília Dias de, "Publicidade de humor, estratégias e efeitos", Anais do 24. Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Campo Grande/MS, setembro 2001 (cd-rom). São Paulo, Intercom/Portcom: Intercom, 2001.
MARKETING MÓRBIDO: Morram de inveja in "Correio Braziliense", 25 de Outubro de 2001; acesso a 23 de Fevereiro de 2008
Éduc'alcool - acesso a 23 de Fevereiro de 2008
ATTARDO, Salvatore, Beyond the Joke in "Humorous Texts: A Semantic and Pragmatic Analysis", pp. 69-71, 2001, Walter de Gruyter, ISBN 311017068X
The Lawyer Jokes Warehouse. - acesso a 23 de Fevereiro de 2008
BarzelletteSuiCarabinieri.com - acesso a 23 de Fevereiro de 2008
Resultados no Google para "anedotas secas"
Piadas in JCKids - acesso a 24 de Fevereiro de 2008
Piadas de elefantes in UOL Crianças - acesso a 24 de Fevereiro de 2008
MAINARDI, Diogo, Só vale piada de fanho in "Veja Online" - acesso a 19 de Março de 2008
Piadas de Loiras in "Mais piadas"
Piadas engraçadas - acesso a 19 de Março de 2008
Yo Momma Jokes - acesso a 18 de Março de 2008
SALOY, Mona Lisa, Still Laughing to Keep from Crying: Black Humor in "Louisiana Living Traditions" - acesso a 18 de Março de 2008
http://www.chistes.com/Clasificacion.asp?ID=91
LINDOSO, Ester, A fantástica construção do nordestino Seu Lunga in Esquina da Literatura - acesso a 23 de Fevereiro de 2008
Amigo da onça in Dicionário HostDime - acesso a 19 de Março de 2008
O Amigo Urso in Formato Editorial - acesso a 19 de Março de 2008
LIMA, Rafael, Péricles, o amigo da onça in "Paralelos" - acesso a 16 de Março de 2008
RIBEIRO, Jorge Claudio, NÓS QUEM, CARA-PÁLIDA? in "Psicopedagogia Online", acesso a 23 de maio de 2008
TORRES, Mônica, "Efeito Cortina" in "A Notícia", 16 de Outubro de 2007, acesso a 15 de Março de 2008
Obtido em "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Piada"